segunda-feira, 16 de março de 2015

Para 19/03 - Ler e refletir: "Como a gente aprende?"

René Descartes (1596 - 1650)
"Se quiser buscar a verdade, é preciso que ao menos um vez em sua vida você duvide, ao máximo possível, de todas as coisas"
Esse francês tornou-se um dos mais influentes pensadores de todos os tempos. A base de sua filosofia era a dúvida metódica: devemos questionar de todas as verdades e certezas previamente estabelecidas. Sua conhecida fórmula "Cogito ergo sum" (Penso, logo existo) é resultado desse método: todas as minhas certezas baseadas nos sentidos devem ser colocadas em dúvida. Assim, minha existência individual não pode ser comprovada pelo que me informam meus olhos, meus ouvidos, meu tato, ou outros sentidos. Todos eles podem estar iludidos. Por exemplo, posso pensar que estou me vendo no espelho e estar enganado. Posso pensar que me percebo em frente a um computador digitando este texto, mas tudo pode não passar de uma ilusão. Em resumo, posso pensar que ando mesmo sem estar andando. Posso pensar que como mesmo sem estar comendo. Mas se penso que estou pensando, não tenho como me equivocar. Se penso, existo. A filosofia cartesiana parte deste clássico exemplo para concluir que a dúvida é só o ponto de partida para o estabelecimento de certezas inequívocas. A corrente filosófica inaugurada por Descartes é o idealismo ou racionalismo, e sua tese principal é: a produção de conhecimento é subjetiva, ou seja, se dá no sujeito pensante e não no objeto pensado. Com grandes contribuições ao desenvolvimento da matemática, em especial a concepção do plano cartesiano e a geometria analítica, Descartes estabelece uma metodologia que difere da galileica por não dar a atenção devida ao fenômeno natural, exterior e objetivo.
Para Descartes, a construção do conhecimento se dá em quatro regras:
1. Evidência, que consiste em definir o objeto como válido a partir de uma abordagem crítica baseada na dúvida;
2. Análise, que consiste em fragmentar o objeto-problema em partes;
3. Síntese, que consiste em ordenar as partes do problema do mais simples para o mais complexo;
4. Enumeração, que consiste na verificação completa do problema para se certificar de que todos os aspectos do problema foram devidamente abordados.

2 comentários:

  1. O que nos faz pensar que o que acreditamos é realmente o que acreditamos? Temos essa confirmação quando pensamos e quando nos fazemos a pergunta anteriormente citada. Pois só conseguiremos a uma verdade absoluta de tudo a partir de uma investigação filosófica, ou melhor dizendo, PENSANDO.

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