ROMANTISMO
O
Barroco tem o mérito de marcar o nascimento da nossa literatura. O
neoclassicismo tem de iniciar a formação da nossa consciência nacional de literatura.
Já o ROMANTISMO se destaca como o primeiro estilo que se constituiu no Brasil
com motivos próprios, brasileiros. Não
que o romantismo brasileiro desliga-se das influências europeias. É que estas
foram de encontro aos desejos locais. O Romantismo brasileiro compreende o
período que vai de 1836 (ano da publicação de “Suspiros poéticos e saudades”)
até a publicação de “Espumas flutuantes” de Castro Alves, no ano de 1871.
Foi
nosso primeiro estilo depois da Independência, e o nacionalismo o caracterizou,
tanto na Europa como no Brasil. Foi um estilo que cultivou a natureza exótica e
nesse aspecto nossa natureza selvagem era ideal. Foi um estilo que buscou
heróis míticos, e aqui estava o índio. Pátria, natureza e índio foi o grande
trio temático do Romantismo brasileiro.
O
Romantismo não veio fecundar um romance porventura já existente. Veio criar o
romance. Aderindo às ideias românticas como recurso para conseguir a
emancipação literária que, sob a inspiração da mesma filosofia política que
informara os movimentos revolucionários europeus, já vínhamos tentando desde a
época anterior, iríamos não somente assimilar do dicionário romântico aquilo
que melhor se adaptasse à realidade e às aspirações do país, mas incorporar à
nossa atividade literária uma nova forma de expressão não realizada entre nós,
embora conhecida. Era o romance essa forma, que tão bem nos calhava, menos pelo
descrédito da nossa poesia, do que por sermos uma jovem nação, a nascer sob o
signo da classe cuja ascensão, na Europa, influíra de modo decisivo para a
criação do romance moderno.
CAREACTERISTICAS
GERAIS: Sinceridade emocional, exotismo, sonho, nacionalismo, egocentrismo,
natureza (selvagem), melancolia, culto a liberdade.
REALISMO
O
realismo brasileiro não acompanhava o europeu. Pois, quando ele surgia na
Europa José de Alencar estava recém publicando “O guarani”. As ideias da vitória do espírito científico
penetraram no meio intelectual brasileiro na segunda metade do século XIX. As
ideias positivistas começaram a produzir reflexo na literatura. Os autores
perceberam que o Romantismo já não tinha mais nada a acrescentar. O
sentimentalismo só produz cansaço. As letras passaram a se orientar para o
mundo objetivo, para o mundo científico, objetivo. Onde a visão da realidade e da
sociedade, em seus conflitos, era o motivo predileto dos autores. Daí vem o
nome REALISMO, pois o sentimentalismo
romântico era substituído pelo senso de
realidade.
Entre
as principais características do Realismo brasileiro existem duas linhas:
I. Marcada por Machado de Assis, de análise das
classes mais abastadas da sociedade carioca, com foco em temas políticos do
século XIX.
II. Com ênfase na análise comportamental dos seres
humanos das camadas menos privilegiadas. Estabelece-se o condicionamento do
homem.
REALISMO
INTERIOR: Machado de Assis
Machado
de Assis é um caso a parte na literatura brasileira. Sua obra tem certos traços
realistas, mas se destaca pela ironia, pelo aprofundamento e questionamento na
focalização das relações humanas e pela renovação no modo de contar suas
histórias. Estas são características presentes em seus melhores romances – “Dom
Casmurro”, “Memórias póstumas de Brás Cubas” e “Quincas Borba” –. O enredo, o
suspense, tudo o que caracteriza o romance tradicional, ele colocou em segundo
plano. Inverteu a ordem dos acontecimentos, interrompeu a narrativa com
reflexões filosóficas. Por tudo isso, quando você ler Machado de Assis, não vá
logo dizendo que ele é um “chato”. Tenha um pouco de paciência, para descobrir
o interesse que pode ter a leitura de um romance que o modo de contar é mais
importante do que o suspense. O primeiro romance dele publicado no Brasil foi
“Memórias Póstumas de Brás Cubas” em 1881.
“Dom Casmurro” foi publicado originalmente em folhetins, apenas em 1908
foi impresso na forma de livro.
As
principais características de Machado de Assis são: Psicologismo, pessimismo e
ironia.
P.S. Para Enem conteúdo de literatura.
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