segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Cândido ou o otimismo (Voltaire)

Cândido ou o otimismo é uma das obras mais conhecidas de Voltaire, se não a mais conhecida. Nesse livro somos apresentados a um jovem chamando  Cândido, uma rapaz com todas as características de uma pessoa boa, resumidamente ele seria a personificação do bem. Também temos Dr. Pangloss, mestre de Cândido que  acredita que não existe efeito sem causa, e também, que estamos no melhor dos mundos. Cândido em alguns momentos se mostra um pouco "violento", mas apesar disso ela da primeira até a última página é uma pessoa que acredita no bem. 

O livro é cheio de criticas à sociedade da época, Voltaire de uma maneira geral tinha um olhar muito critico. Uma coisa que fica muito clara na narrativa é a filosofia de Voltaire "posso não concordar com uma palavra do que dizes, mas defenderei até a morte teu direito de dize-lá". Cândido preza muito a liberdade, ele fala as coisas sem se importar. 

O livro é bem... divertido, tem algumas passagens bem engraçadas. 

Existem várias simbologias na obra, como por exemplo Cândido morava em um luxuoso Castelo na Alemanha, até que por uma "burrada" que ele fez ele é expulso de lá. Há quem diga que o Castelo representa a caverna do "Mito da Caverna" de Platão. 

Depois que Cândido sai do Castelo ele se ferra a cada capítulo, ele dá a volta ao mundo e se ferra em cada lugar. 

Há um outro personagem que é o oposto de Cândido e Pangloss que é o Martinho que acredita que tudo vai de mal a pior. Esse contraponto entre bem e mal e representado por esses dois personagens, para Cândido (e de certa forma para Pangloss) todos os lugares eram bons, embora reconhecesse que tivessem problemas. Para Martinho o único lugar feliz e perfeito é El Dorado, uma cidade que é impossível de  se chegar, ou seja, isso simbologicamente quer dizer que a felicidade é uma coisa inatingível. 

Curiosidade! REZA A LENDA que Voltaire demorou apenas 3 dias para escrever Cândido. 



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